O Fumeiro

Portugal vive de tradições e o Fumeiro é uma delas

Bem enraizado na nossa cultura,
 é uma prática que já dura há muito, muito tempo

Antigamente...

...o homem via no Porco o seu sustento para o ano inteiro, não só pela sua fonte de proteína como por ser um animal de porte pequeno que não precisa de pastar e pela sua alimentação ser a mesma dos humanos. Por isso as famílias mais pobres escolhiam o Porco para se alimentarem. Tradicionalmente, por estar frio e porque antigamente não havia refrigeração, esta é a época ideal para fazer a matança,
pois desmanchar um Porco demora o seu tempo e o frio ajudava a não se desenvolver “bicharada”.

Era e ainda é um dia de festa, onde se reúniem amigos, família e dá-se início à preparação de algumas carnes, sangue e tripas para o fabrico de enchidos que depois haviam de durar para o ano inteiro.
E para conservar a carne do Porco e dos enchidos, procede-se então à fumagem (ou defumação), algo que já existia nos tempos dos Gregos e Romanos.
Esta prática passa por expor a carne a uma grande quantidade fumo proveniente de queimar plantas com o intuito de conferir sabores e conservar estes produtos.
Ainda hoje continua a ser uma época de festa, onde se junta produtos regionais de qualidade, sendo que algumas regiões já optam por uma cura mais natural e não pelo fumeiro.

Sabia que

Na Odisseia de Homero, em 99 a.C., já se encontra uma referência a um enchido com sangue e gordura revestido de tripa de carne?
Por causa desse registo (e não só) atribuem a origem destes ao período primitivo, quando os intestinos dos animais eram de facto enchidos com carne moída.

“(...)Prossegue o de Eupiteu:
“Valentes procos,
Há no fogão ventrículos de cabras,
De gordura e de sangue repassados
(...)” - Canto XVIII

Uma verdadeira viagem que Ulisses fez e que em Portugal se continua a fazer.

Fu·mei·ro
(fumo + -eiro)

Da matança, fazemos a charcutaria (que depois era consumida durante boa parte do ano).
A charcutaria era fumada nas lareiras que aquecem as casas e aproveitando o fogo das lareiras, as panelas estavam sempre ao lume em cozeduras lentas de carnes e caldos.
A defumação é um método de cozedura lenta devido à presença do fumo, que tem um efeito conservante muito poderoso associado ao calor e que resulta no controlo de desenvolvimento de micro-organismos.
 O fumo, torna-se assim o nome do meio dos enchidos e uma parte fulcral para a história. História essa que vem da necessidade do homem querer conservar a carne por longos períodos para sustentar a sua família. Depois deste processo, as carnes e o sangue eram, e ainda são, preparados separadamente para a confeção dos famosos enchidos.

"No entrudo,
come-se tudo
"

O Domingo Gordo, tal como a Terça-Feira Gorda, é festejado com pratos pesados e de excessos como o Cozido à Portuguesa ou a Feijoada.
E porquê? Porque antecede a Quaresma que é caracterizada pela abstinência de carne, sendo assim um pretexto de festa e fartura.
Com a matança do Porco na altura do Natal (por ser uma época com temperaturas mais baixas) as carnes mais gordas eram guardadas e salgadas pelas famílias para serem aproveitadas e degustadas no próprio dia.
No presente, já não há desculpas para se comer estes pratos, é em qualquer altura do ano e a história vai continuar a ser contada com um orgulho que não cabe nas mãos e sempre com sabores a sério.

Chouriço Sr. António Abrantes 230g
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"Olhó Cozido à Portuguesa!"
Ficou com água na boca?
Nós também ficamos sempre que ouvimos falar neste prato tipicamente português.
Venha até à Praça deliciar-se com um cozido diferente a cada fim-de-semana. 

É de ficar de barriga cheia!

Espreite aqui algumas histórias que temos para lhe contar acerca deste ícone gastronómico nacional.

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