OS PRODUTORES

JOÃO TAVARES DE PINA

Dão

O Produtor
é um irreverente homem do Norte, sem travões nem papas na língua. Estudou agronomia na Universidade de Trás-os-Montes onde conheceu a sua mulher, Luísa, com quem se mudou, no início dos anos 90, para Penalva do Castelo, no Dão, com o intuito de cuidar de um terreno da família (e da família propriamente dita…) e produzir vinho. Teve tempo de fazer, falhar, fazer melhor, falhar de novo… As vinhas que plantou nos anos 90 não lhe faziam sentido 20 anos depois. Teve de as arrancar. A liberdade encontra-se por tentativa-erro, é um prémio de consolação para os que estão dispostos a tentar. O João procurou sempre a liberdade.

A Quinta da Boavista está situada num vale granítico com pontuais parcelas xistosas nas quais se encontram a maioria das vinhas, a uma altitude de cerca de 500 metros. São 13 hectares de vinha para 40 hectares de propriedade. A reabilitação do coberto vegetal tem sido uma prioridade neste trabalho que tenta devolver à terra um pouco da natureza que lhe foi tirada pelo artifício da vinha. Daí dedicar apenas ¼ da propriedade a esta cultura. A restante vegetação é autóctone, variada, e assim deve continuar, para que os solos posso consumir apenas aquilo que eles próprios produzem. O João e a Luísa decidiram dedicar a última década à riqueza varietal do Dão, e plantaram, em 2010, duas parcelas que concentram cerca de 50 castas autóctones. Algumas delas estavam quase extintas: “Há dois anos estavam identificadas 6 plantas de Luzidio (casta autóctone raríssima) na região do Dão e da IG terras do Dão, mas durante o ano passado foi arrancada uma vinha velha onde se encontravam duas dessas plantas. Agora há 4 e as 3 jovens que possuo e que estão a crescer para servirem para recolher material vegetativo para as multiplicar. Espero em breve poder dizer que são mais de 1000.”

O método: Produziu durante muito tempo vinhos de perfil mais clássico estagiados em barricas de carvalho. Agora, quando usa madeira, prefere os arejados tonéis de castanheiro de 1800 litros. São recipientes maiores que permitem ao vinho expressar um caráter mais próximo da uva e menos do tempero da madeira, e são também uma forma de trazer o coberto vegetal para dentro da Adega, utilizando uma madeira proveniente de árvores locais. Entre estes dois recipientes (ainda hoje podemos provar os vinhos que vinificava em barrica) esteve quase para parar de produzir. Tinha dificuldade em vender os vinhos, até que em 2012 decidiu criar uma gama de vinhos mais simples, estagiados em inox, mais próximos da fruta, e ao mesmo tempo mais agrestes, com as arestas naturais que não se notam em vinhos de estágio mais longo. Estes vinhos, os Rufia, obtiveram grande sucesso, e acabaram por ser a sua âncora para manter o projeto. Também para nós que divulgamos vinhos e vinhateiros, é, este Rufia, uma âncora. Um cartão de convite para penetrar e compreender os vinhos naturais que se fazem em Portugal.

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